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Nasci em agosto, o mês dos ventos. Ventos que espalham folhas, levantam poeira e sopram a brasa das primeiras queimadas no Cerrado. Mas sou do finzinho do mês, dia 27, quando os redemoinhos começam a perder forças… Quase às vésperas da primavera.

Sou ansiedade, turbilhão de sentimentos, esperança em dias mais floridos… Não acredito em horóscopo e mapa astral, mas creio que nossa personalidade pode ser moldada pelo clima, pelas forças da natureza que regem sobre o seu nascimento.

Mas, agora, viajando pelo Hemisfério Norte, sinto um nó na cabeça. Vejo o meu aniversário não ser sucedido pelo mês das flores e do calor.

O outono dita as regras por aqui e a paisagem tem folhas amarelas, douradas e avermelhadas a caírem incessantemente. Uma aquarela na copa das árvores, que parecem ficar mais leves à medida que suas folhas se vão ao sabor do vento.

Parece que cada folha leva consigo uma mágoa, uma pontinha de tristeza, um abraço não dado… E a árvore se fortalece, ganha energia para guardar as sementes, enfrentar o inverno e, depois, se abrir novamente em flores.

A vida é ciclo. Às vezes, o outono chega quando esperávamos a primavera. Mas o mundo dá voltas e, numa delas, a natureza te dá de presente o fruto certo de cada estação. Bonito é contemplar e saber esperar!

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